Deixo a vida me despedaçar em sorrisos, lágrimas, abraços, partidas, esperas, chegadas, esperanças renascidas.
Sou retalho alinhavado pela poesia.


Renata Fagundes


"... sejamos delicados e se necessário for, cruelmente delicados..." Affonso Romano de Sant'Anna









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13 de julho de 2011

Solidão ou não





(...) E que a solidão seja um nada. O cisco, uma pluma, o fiapo de alguma coisa que se esqueceu de tirar mas que depois logo se tira – um suspiro. Que a solidão seja a hora clara, evidente, a hora sagrada-viva, de uma compreensão ativa, saborosa e sensual.

Que a solidão seja a última velinha acesa e o bolo. Devore-a ou assopre de novo, que passa.

Que a solidão seja só uma casinha azul-clara, cada vez menos visível da janela de um avião imaginável em que passeio.

Que a solidão seja o salto que acreditou voar (...)




Bruna Caram - Que a solidão seja