EU SOU VERTICAL
Mas não que não quisesse ser horizontal. Não sou árvore com minha raiz no solo sugando minerais e amor materno, para a cada março refulgir em folha, nem sou a beleza de um canteiro colhendo meu quinhão de Ohs e me exibindo em cor, desconhecendo que me despetalo em breve.
Comparados a mim, uma árvore é imortal e um pendão nada alto, embora mais assombroso.
O que eu quero é a longevidade de uma e a audácia do outro.
*Trechos de Os Diários de Sylvia Plath 1950-1962:*
